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O Rh do futuro precisa priorizar essas pautas: Pertencer, construir, finalizar.

Imagino que já tenha chegado ao final de um longo dia de trabalho, com essas sensações: fadiga social, cansaço gigantesco, frustração. Espero que sirva como um acalento, mas você não está só!

VAMOS COMEÇAR POR PERTENCER

A fadiga social é inerente a força motriz que precisamos fazer no ambiente corporativo para respaldar nossas ações, o receio de sermos mal interpretados cria uma postura recorrente de explicações exacerbadas sobre questões simples, isso ocorre, pois, empresas trouxeram a máxima do discurso da inovação, proatividade, e metodologias ágeis sem antes criarem processos.

Almejamos pertencer e isso tem custado caro.

Caso não haja uma atenção para esse fato pode parecer incoerente pensar em cultura da inovação engessada em processos, mas acredite fomentar a autonomia no ambiente empresarial, priorizar a tolerância ao erro, exige uma estratégia, essa conduta não pode ser estabelecida como um ideal que está em voga, mas sem ter o mínimo de respaldo.

Ter um plano contingencial, saber para quem se reportar caso uma situação ganhe proporções maiores que o imaginado é o que nosso instinto de sobrevivência exige para conseguirmos socializar sem fadigar.

Aqui entra o papel crucial do RH do futuro, este que foca nas boas práticas, pesquisa tendências, precisa também realizar análise de risco para assumir de forma cirúrgica as estratégias adequadas para o time alinhadas com as restrições da empresa e claro seus valores.

Logo, na cultura de tolerância ao erro não significa que a empresa seja inimiga do acerto;

Implementar metodologias ágeis não exime a responsabilidade dos líderes de terem respostas e buscarem apoiar o time;

Estimular a proatividade não pode ser uma forma de competição interna, ser proativo precisa ter como base ser colaborativo antes de tudo.

Para evitar a fadiga social precisamos enxergar os colegas de trabalho como pessoas que estão ali para apoiar e não para julgar, as lideranças fortes conduzem as melhores práticas e assumem os desafios em busca de soluções sem apontar os culpados. Isso estimula o sentimento de pertencimento!

COMO EVITAR O CANSAÇO GIGANTESCO

Sim é necessário começar essa abordagem com uma hipérbole, a sociedade do cansaço sente remorso quando descansa, e este cansaço gigantesco é fruto da nossa essência humana que busca significado na construção de algo, a exaustão romantizada faz parte então dessa conduta do nosso inconsciente coletivo.

Construir é parte essencial do que fazemos nesse plano, e considerando a empresa como subsistema é fato que no ambiente corporativo almejamos construir algo, mas não de forma subjetiva, nossa rotina quando bem estruturada serve para que possamos perceber resultados. O Rh do futuro deve ser responsável por criar formas de percepção constante que algo está sendo construído tanto no âmbito individual como no coletivo, as tarefas precisam ter início meio e fim ainda que estejamos falando sobre atividades rotineiras.

O retrabalho, a insignificância das entregas a não mensuração das atividades ou apenas de algumas em detrimento de outras, gera o cansaço, pois nós seres humanos chegamos ao final do dia com a impressão de que não houve conquistas, nossos estímulos carecem de respostas, ainda que muitos sejam contra o reforço positivo o behaviorismo protagoniza parte crucial do cérebro dos indivíduos.

O Rh do futuro assume aqui a postura de tornar as metas mensuráveis, mas acima de tudo exequíveis e antes da liderança ser assoberbada por novas demandas essa precisa ter tempo de qualidade para comemorar com sua equipe as pequenas vitórias. Quando reconhecemos por meio de uma estrutura analítica nossas entregas e enxergamos por uma perspectiva macro nossa contribuição da construção de algo maior encontramos forças e diminuímos de forma substancial o cansaço.

Crie recompensas que estão atreladas ao descanso sem culpa, respeite o lazer, fomente o lúdico sem que esse precise ser coordenado com uma entrega de produtividade a posteriori, o ócio é direito de todos.

FINALIZAR É VITAL PARA RECOMEÇAR

É frustrante desistir, aprendemos desde cedo que não devemos deixar nada pela metade, seguimos firmes no proposito de concluir, nossa vida é organizada por esse viés basta olharmos para o calendário, o relógio as jornadas de trabalho e assim nos condicionamos e buscamos o grande ato, o da finalização.

Palavras como resiliência, constância, resistência, perseverança fazem parte do vocabulário dos líderes de diferentes áreas, ocorre que com a crescente as opções geradas por nossa nova organização social tendo como pano de fundo o digital a tecnologia e as incontáveis possibilidades, vez ou outra temos dificuldade em tomar decisão.

O excesso atrapalha, limita e propicia o hábito de deixarmos várias abas abertas no nosso cérebro, á capacidade de processamento fica comprometida e cada vez mais não sabemos de onde paramos. Diante disso, o desafio de finalizar domina e se apresenta como utópico.

E para finalizar reforço, é papel do RH estabelecer os pontos altos que formalizam as finalizações. Encerrar ciclos, gerar relatórios de projetos comunicar as partes interessadas, tonar público o êxito da jornada.